14/02/2018 às 10h00min - Atualizada em 14/02/2018 às 10h00min

Quanto custa passar um vexame depois da bebedeira do Carnaval?

Em 1 dia, de 37 atendimentos na folia, 35 foram de embriaguez entre adolescentes

Thailla Torres
campograndenews

Todo ano a cena se repete. A cobertura intensa de alegria, cores, fantasias e marchinhas no Carnaval, caminha junto com o número de exageros em bebida alcoólica. Situação que leva muita gente a passar vexame durante a folia. Isso, além do risco no trânsito e das brigas no final da festa. O pior é que a garotada está começando cedo. Em 1 dia só de Carnaval na Esplanada, de 37 pessoas atendidas por excesso de álcool, 35 eram adolescentes.

E nem é preciso esperar muito tempo para encontrar folião passando mal depois de tomar alguns goles antes do anoitecer. Nesta segunda-feira (12), o primeiro dia do Bloco Capivara Blasé, era grande o número de pessoas que bebiam à vontade na esquina da Avenida Mato Grosso com a Calógeras. Lá pelas 19h, um deles caiu desmaiado, em pleno cruzamento.

Desde o primeiro dia de folia na Esplanada Ferroviária, o espaço virou reduto de um público, na maioria jovem, que se diverte na bebedeira. Bastou uma volta pelos foliões que dançavam até o chão para descobrir que ali, praticamente, todo mundo é menor de idade. E são os mesmos adolescentes que investem pesado na compra de álcool, apesar da venda só ser permitida para maiores de 18.

“A gente traz o suficiente para ficar louco”, conta entusiasmado um adolescente de 17 anos que segura uma garrafa de energético e vodca nas mãos. Ele diz que diariamente gasta em média R$ 100,00 para beber com os amigos. “Dá para comprar três caixas de cerveja, dois litros de energético e duas vodcas que a gente toma em uma hora e meia”.

Questionados se os pais têm conhecimento do uso abusivo e, proibido, de bebida entre eles, os adolescentes confirmam. “Meu pai sabe que eu bebo, uma vez ele já me buscou muito doido na escola”, afirma outro colega que diz ter 15 anos.

Na mesma esquina, outro grupo de adolescentes afirma que está ali para outra “função”. “Estou aqui trabalhando. Eu não vou falar quanto eu vendo", dispara um deles ao ser questionado sobre a venda para os adolescentes da turma.

 


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