09/09/2020 às 14h03min - Atualizada em 09/09/2020 às 14h03min

Procon faz ‘batidão’ para cobrar justificativa no aumento do arroz e do óleo em Campo Grande

Órgão deu 10 dias para estabelecimentos apresentarem nota fiscal e justificarem alta

Gabriel Maymone e Gabriel Neves
MIDIAMAX

Mercados e atacarejos de Campo Grande têm prazo de 10 dias para justificar a alta no preço do óleo de cozinha e arroz. Equipes do Procon notificaram os estabelecimentos na manhã desta quarta-feira (9).

O Procon recebeu várias denúncias nos últimos dias sobre o aumento expressivo desses produtos nas prateleiras dos mercados.

Para o superintendente do Procon, Marcelo Salomão, a explicação do reajuste pode estar no começo da cadeia de consumo. “Sobre o óleo, entendemos que os produtores estão exportando, pois o preço está muito bom e isso compromete o abastecimento interno. Por isso os preços estão subindo”, explicou.
 

Já em relação ao arroz, Salomão informa que “os preços subiram demais porque temos poucos produtores no Brasil, então o governo federal autorizou a liberação da alíquota de importação para algumas toneladas de arroz para que possamos ter uma melhora no preço”.

Procon nos mercados

Procon nos mercados

Superintendente do Procon, Marcelo Salomão, explica sobre fiscalização. (Foto: Henrique Arakaki, Midiamax)

Um dos passos para o Procon verificar se há irregularidade é verificar o preço de compra dos mercados. A notificação é para que os estabelecimentos apresentem as notas fiscais dos produtos. Com isso, será avaliado se houve alteração na margem de lucro.

 

Outra questão a ser analisada pelas equipes é se os produtos vendidos pelo preço mais alto foram adquiridos já com o reajuste ou se estavam no estoque e os mercados aproveitaram para aplicar o reajuste neles também.

Somente na terça-feira (8) foram expedidas  12 ,  sete para  a rede  Fort Atacadista, três para o Assai e duas para o Atacadão.

“O contexto em que vem ocorrendo as elevações de preços é totalmente desfavorável ao cidadão que se encontra com sua economia abalada, notadamente nesta época de pandemia. Muitos perderam empregos e outros que se mantêm, tiveram seus salários reduzidos”, comenta Salomão.

A ação dos Procons é realizada em todo o Brasil.

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