26/06/2021 às 10h04min - Atualizada em 26/06/2021 às 10h04min

Com temperaturas em queda, Mato Grosso do Sul pode registrar maior frio do ano e amenizar tempo seco

Massa de ar polar derruba as temperaturas e mínima deve chegar a 5ºC

Daiany Albuquerque, Rafaela Moreira
Correio do Estado
No frio, os cuidados devem aumentar para não correr risco de contrair doenças respiratórias (Foto: Gustavo Arakaki/ G1 MS)

Mato Grosso do Sul deve registrar o maior frio deste ano na próxima semana, de acordo com o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet). As temperaturas devem cair mais de 10ºC e podem chegar a 5°C em alguns locais. 

Com isso, o tempo seco que paira sobre o Estado deve ser amenizado e há possibilidade, mesmo que pequena, de que haja chuva em algumas regiões.

A partir deste domingo as temperaturas em Mato Grosso do Sul devem cair, mas a queda drástica deverá ser sentida a partir de segunda-feira. Segundo o meteorologista Olívio Bahia, do Inmet, isso se deve a uma massa de ar de origem polar que avança sobre o Brasil pela região Sul e deve chegar até o Amazonas.

“Em Campo Grande pode cair mais de 10° e pode bater 7ºC na segunda, na terça e na quarta, podendo até chegar próximo a 5º C. Essa é uma massa de ar polar bem densa e tudo indica que pode ser o maior frio do ano na região, porque as temperaturas terão máximas baixas, variando de 15º a 17ºC”, declarou Bahia.

Este ano, Campo Grande registrou apenas duas temperaturas baixas, nenhuma delas abaixo de 10°C. Segundo o Inmet, no dia 24 de maio deste ano, os termômetros marcaram 10,5ºC e a máxima não passou dos 22ºC. Este mês, a menor temperatura ocorreu no dia 13, quando a Capital registrou 10,9°C.

Para a região sul de Mato Grosso do Sul há ainda a possibilidade de geada, principalmente na fronteira com o Paraguai. Por lá, a temperatura deve ser menor que 5ºC.

 

TEMPO SECO

Com o frio previsto para a próxima semana, a sensação de tempo seco em Campo Grande deve ser reduzido. Nesta sexta-feira, a umidade relativa do ar ficou na faixa de 30 a 25%. Conforme o meteorologista, apesar de não ser um valor extremo, os vários dias sem chuva – que no sábado completam 15 dias – faz com que a sensação seja ainda pior.

“A atmosfera nesta época nesta região, mesmo quando chove, não sente melhoria no ar. É um período seco e muito facilmente há poeira no ar, além das queimadas. Tudo isso agrava a situação, e o que chove o solo absorve e não sente que choveu. Nestas condições, o próprio ambiente rouba água do corpo humano”, alertou Bahia. 

 

A última chuva registrada na cidade foi no dia 11 de maio.

Apesar do alívio, a duração dessa frente fria não será longa, segundo o Inmet, na quinta-feira (1º), as temperaturas já começam a subir gradativamente.

 

TEMPERATURA

Neste sábado, a previsão é de máxima de 30°C e mínima de 19ºC na Capital. Já no domingo, a variação será de 14°C a 28°C.

 

CUIDADOS

Conforme o médico otorrinolaringologista e professor do curso de Medicina da Uniderp Alexandre Cury, há um aumento significativo de casos de doenças respiratórias na estação do inverno, em razão da redução da umidade relativa do ar. Segundo ele, os cuidados respiratórios devem ser redobrados em tempos de pandemia.

“Vamos sofrer com o tempo mais seco nos próximos dias. Com isso, a população deve estar atenta a alguns cuidados para passar bem o inverno, como lavar bem o nariz com soro fisiológico, manter o ambiente arejado, utilizar umidificador ou toalha molhada na hora de dormir. No inverno, não abrimos muito as janelas e a circulação do ar fica prejudicada, o que não é o indicado, ainda mais com a pandemia”, apontou.  

Cury destaca que os problemas respiratórios atingem normalmente as crianças e os idosos. “Como temos a amplitude térmica, crianças e idosos acabam sendo os mais suscetíveis a doenças respiratórias. A gente sempre vai ter um grupo que vai sentir mais do que o outro, e eles acabam sofrendo um pouco mais”, pontua.  

 

O médico ressalta ainda que um dos problemas do aumento de outras doenças respiratórias pode ser a confusão na hora de identificar a infecção pelo coronavírus.

“Para o médico, é muito difícil identificar e diferenciar os sintomas da Covid-19 com os de doenças respiratórias. Temos sofrido com essa situação, não dá para identificar de início. Sabemos que a febre e a perda do olfato são sintomas mais característicos do vírus, mas é necessário estar alerta”.

 

Nos dias mais frios, há uma tendência de menor consumo de água pelas pessoas, com isso, o especialista destaca que, mesmo no inverno, a quantidade de água ingerida diariamente deve ser em torno de 1,5 a 2 litros por dia.  

“A época de frio diminui a sede. A orientação é tomar água mesmo sem sentir sede para manter o corpo hidratado. Nesse período, é fundamental tomar água, usar hidratante no corpo, usar colírio lubrificante e se alimentar bem”, diz.


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