26/05/2017

Em vídeo, militares reivindicam reajuste e reclamam de suposta corrupção

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A ABSSMS (Associação Beneficente dos Subtenentes, Sargentos e Oficiais Oriundos do Quadro de Sargentos Policiais e Bombeiros Militares de MS) iniciou campanha, chamando a atenção da sociedade para a falta de reajuste salarial da categoria. Segundo o Tenente Thiago Mônaco, após a repercussão de um vídeo publicado no final da tarde desta quinta-feira (25), a SAD (Secretaria de Estado de Administração e Desburocratização) demonstrou intenção em discutir a questão.

No vídeo, Mônaco enfatiza que os policiais e bombeiros militares do estado estão há 3 anos sem reajuste nos salários e declara que o fato não se daria somente à crise financeira. 

“Vieram à tona os escândalos no cenário político nacional e estadual. Esperamos que a justiça brasileira prevaleça. Nossa indignação se dá por conta dos recursos financeiros que foram supostamente desviados, poderiam ter sido investidos na segurança pública, na educação, na saúde e principalmente na valorização do funcionalismo, que atualmente estão com salário depreciados em consequência de possíveis atos de corrupção que estão estampados na mídia”, diz o tenente no vídeo.

Segundo Mônaco, o reajuste não seria um aumento nos salários, mas apenas “a cobertura das perdas inflacionárias do período”. 

Ao Jornal Midiamax o militar explicou que o vídeo foi o ponto alto de uma campanha que a associação vem defendendo desde janeiro de 2015, no início da gestão de Reinaldo Azambuja. Neste ano outdoors foram colocados na capital e em cidades do interior com a intenção de receber uma resposta. “São promessas que foram feitas ainda na camanha eleitoral”, relembra.

Mônaco conta que na manhã desta sexta-feira (26) a SAD entrou em contato e marcou uma reunião para a tarde da próxima quarta-feira (31). “A partir do que for conversado, vamos tomar um encaminhamento”, declara.

Praticamente impossível

A data base para o aumento do salário dos servidores estaduais é maio, porém em diversas ocasiões o governador Reinaldo Azambuja disse ser “praticamente impossível” proceder com reajuste do ordenado dos funcionários. Entre justificativas, o lider relembra dívidas supostamente deixadas para ele pelo seu antecessor, André Puccinelli (PMDB).

Questionado sobre o reajuste, Reinaldo mencionou que o abono salarial de até R$ 200 para os servidores, que já estava em vigor desde o ano passado, foi prorrogado até março do ano que vem.

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