26/11/2019 às 06h48min - Atualizada em 26/11/2019 às 06h48min

Ministra aguarda resposta dos EUA sobre exportação de carne

EUA suspedeu importação temporariamente da carne brasileira

IZABELA JORNADA
Correio do Estado
Ministra Tereza Cristina participou da inaugruação de indústria em Dourados - Foto: Divulgação/Mapa

Durante a inauguração do complexo industrial da Coamo, em Dourados, que ocorreu na manhã desta segunda-feira (25), a ministra Tereza Cristina disse que não tem boas notícias em relação a situação em que se encontra a exportação da carne para o país americano, os EUA.

“Não tenho boas notícias, é um assunto extremamente técnico e o secretário (dos EUA) me disse que nos daria em breve uma notícia, se precisaria ter mais uma missão ou se as informações que nós passamos já era suficiente para pode fazer essa reabertura”, afirmou a ministra, reforçando que se trata de uma suspensão temporária da exportação de carne brasileira para o país americano.

Na ocasião, a ministra declarou que está preocupada com a falta de chuva e que espera que na próxima semana a “chuva engrene”. “Estiagem pode prejudicar a produção. É preocupante, estamos atentos porque você tem janelas para segunda safra, talvez não para primeira e estamos atentos”, declarou.

ARROBA DO BOI

Sobre o aumento da arroba do boi, a ministra disse que os preços não serão os mesmos praticados há dois meses. “Quanto tempo a arroba ficou parada? Alguém falava que estava barato demais? O produtor rural aguentou muitos anos isso”, afirmou a ministra alegando que agora é o momento de equilibrar esse mercado e garantiu que não vai faltar carne brasileira. “O Brasil é exportador, mas também pode importar a carne se precisar, para dar equilíbrio”, declarou.

PRODUÇÃO DE LEITE

Sobre o declínio da pecuária de corte de leite e com preços baixos, a ministra disse que precisa ser feito uma reorganização melhor dessa cadeia produtiva. “Estamos trabalhando muito nesse ministério. Abrimos 25 plantas para China de lácteos, agora a cadeia precisa estar organizada”, afirmou.

A ministra aponta também a questão de o segmento abrir espaço para os derivados. “Não vamos vender leite in natura, vamos vender queijo, leite condensado, leite em pó, enfim”, completou.

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